Determinação Vida Útil

DETERMINAÇÃO DA VIDA ÚTIL ECONÔMICA DE ATIVOS– Lei 11.638

DETERMINAÇÃO DA VIDA ÚTIL ECONÔMICA DE ATIVOS– Lei 11.638

Metodologia: Generalidades sobre o estudo de vida útil

O estudo de vida útil proposto irá considerar os custos apropriados de manutenção para os bens de produção. A boa manutenção é o conjunto de ações que permitam manter ou restabelecer um bem dentro de um estado específico ou na medida para assegurar um serviço determinado, a um custo global otimizado.

 

Grupo - UNIS - Determinação Vida Util dos Bens

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Arquivo histórico das máquinas

Para desenvolvimento das análises e adoção dos critérios específicos, será necessário o resumo dos custos de intervenções de manutenção realizadas nas máquinas e equipamentos objetos do trabalho. Com a coleta dos dados e tratamento dessas informações operacionais, o trabalho seguirá metodologia direcionada conforme o tipo de dado disponibilizado, por bem avaliado, por setor, por lote de equipamentos similares, por linha produtiva, ou outro que tenha sido fornecido e adaptável ao sistema de análise em curso.

A periodicidade das informações deve estar resumida ano a ano, caso seja um valor totalizado pelo período operacional completo de cada máquina (lote, grupo, ou outro) será rateado pelo período total a que se refere. O estudo de vida útil baseia-se em dados econômicos, não sendo realizada classificação qualificativa para cada intervenção independente, considerando o somatório das mesmas em um período de tempo, dispositivos econômicos que permitem fornecer dados para apoiar a determinação da provável vida útil dos bens. O estudo de vida útil visa estabelecer o período de vida em serviço estimado para a utilização dos bens em análise, entretanto a decisão final para o encerramento do uso produtivo (substituição) de uma máquina provavelmente envolva outros fatores inerentes à política de funcionamento de cada empresa. “A durabilidade de um bem (esperança de vida) é a duração de vida potencial de um bem para a função que lhe foi destinada, nas condições de utilização e de manutenção dadas.” As diversas políticas de substituição de um material são condicionadas por uma questão de investimento. Dados econômicos de exploração Decisão de renovação na data D escolhida Variável tecnológica / restrições de segurança Variável conjuntural (possibilidade de financiamento) Estudo prospectivo Períodos na vida de um bem: -Comerciais: comercialização, na garantia, fora da garantia. -De manutenção: durabilidade econômica, durabilidade consentida. Nesses períodos o importante será localizar uma data provável para desqualificação do equipamento (sucata, revenda ou reconstrução), lembrando que a durabilidade consentida pode alterar a qualquer momento o estabelecido por estudos preliminares.O custo global de referência é a soma algébrica das despesas relativas à propriedade de um equipamento, e das receitas que ele propicia (quando elas são quantificáveis), o custo global de referência é um meio de apoio à decisão. Ele visualiza acumula todos os dados econômicos obtidos ao longo da vida de um equipamento.

Para estudos de vida útil pode-se efetuar análise das despesas reais, por exemplo:

  • -Investimentos / aquisição (sendo necessários os custos originais e aquisição e instalação e data da entrada em serviço)
  • -Utilização (custo do pessoal de exploração e custo dos consumos
  • – energia por exemplo)
  • -Custo de folha (custos Diretos e Indiretos)

Os custos diretos de conservação podem ser assim compostos: custo de mão de obra, custos fixos do serviço de conservação, custos do material consumível e custos de contratos de manutenção. Os indiretos seriam as perdas na produção e os custos de mão e obra desocupada, entre outros.

Os custos médios anuais de manutenção (de um equipamento) permitem detectar a duração ótima de um bem (ou momento de substituição), esse custos médios possuem base nos parâmetro citados, pois a todo instante um equipamento possui: um valor de investimento (estudo + compra + instalação), um acúmulo dos custos de falha e um eventual valor de revenda (até o nível de sucata).

Problemas de atualização

O estabelecimento desses cálculos leva em conta valores tomados em anos diferentes, sendo admissível para taxas fracas de atualização monetária, em caso de altos índices inflacionários será necessária a atualização dos valores envolvidos para uma mesma data de referência.

2- Atividades Básicas:

Estudo dos grupos de bens e determinação dos itens englobados por cada um deles.

Determinação da vida Útil de cada grupo de bens através das análises de dois parâmetros principais: A vida útil teórica; A vida útil baseada nos investimentos econômicos despendidos através do tempo.

Determinação das taxas de depreciação e dos valores individuais da vida útil remanescente para cada bem do ativo imobilizado.

Através da análise e comparação das amostras escolhidas e das tabelas técnicas existentes iremos determinar a Vida Útil para cada grupo de bens, vida útil essa que será utilizada para fixação dos percentuais relativos a depreciação e conseqüentemente os valores de vida útil remanescente calculado.

Verificaremos para esses itens o prazo em que os investimentos em material e mão de obra, necessários para a sua continuidade em pleno funcionamento atingem o estágio de valor equivalente ao que seria desembolsado na compra de um item similar, porém novo e em condições de atender as mesmas funções e capacidades produtivas nominais do bem em questão. Consideraremos portanto, nesta parte da análise, um bem como ainda em vida útil produtiva, enquanto ele ainda não tiver atingido ao seu valor de reposição, tendo como base os investimentos nele agregados durante o tempo de sua operação. Para encontrarmos a vida útil de cada grupo, vamos extrair dos arquivos da empresas dados referentes às amostras aleatórias escolhidas para esse fim.

O valor de aquisição será considerado com base em dados cadastrados nos arquivos referentes ao ativo imobilizado. Nos diversos setores da empresa envolvidos faremos o levantamento junto aos responsáveis que controlam os bens (em cada grupo) verificando e coletando informações que servirão como embasamento na definição da vida útil através dos investimentos agregados a cada amostra. Deverão estar disponíveis as informações necessárias na ocasião das nossas visitas de campo, visando agilidade na coleta de dados agilizando o desenvolvimentos dos trabalhos.

Verificaremos assim em qual período de tempo o bem alcança o seu valor de reposição, estimaremos dessa forma uma provável curva de sobrevivência para os grupos de bens. A depreciação admitida (% remanescente) será em função dos parâmetros disponíveis através de consagrados métodos utilizados em engenharia de avaliações, expandindo-se ao cadastro geral de máquinas e equipamentos através de planilhas de cálculo e banco de dados. Quando o registro do imobilizado for feito por conjunto de instalação ou equipamentos, sem especificação suficiente para permitir aplicar as diferentes taxas de depreciação de acordo com a natureza do bem utilizaremos as taxas aplicáveis aos bens de maior vida útil que integrem o conjunto.

3- DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA:

Para o desenvolvimento dos estudos para determinação da vida útil econômica dos bens, a CONTRATANTE deverá disponibilizar os arquivos e documentos abaixo: Base contábil contendo os registros contábeis referente aos custos com manutenção realizados nos últimos 3 anos, por centro de custo e por item, se for o caso; Planilha de controle da área de manutenção, com o detalhamento das manutenções preventivas e corretivas realizadas por ativo e centro de custo, dos últimos 3 anos; Base contábil contendo dados relativos a aquisição dos ativos, tais como: data de aquisição, fornecedor, valor de aquisição e custos de instalação de maquinas e equipamentos.

 

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